Comissão da Câmara aprova moção em apoio ao direito de existência de Israel - Claudio Dantas
Brasília, Domingo, 05 de julho de 2026
Política

Comissão da Câmara aprova moção em apoio ao direito de existência de Israel

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Por Redação

Ato reforça posição do Congresso contra o terrorismo e em defesa do povo judeu

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (2), uma moção oficial de apoio e solidariedade a Israel e ao seu direito de existir como Estado-Nação. A iniciativa foi proposta pelo deputado Filipe Barros (PL-PR), que preside a comissão.

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Barros disse que, mesmo após 77 anos de sua fundação, Israel ainda enfrenta ameaças constantes de aniquilação por parte de grupos extremistas, com apoio direto da República Islâmica do Irã.

Há, portanto, uma política de Estado que sustenta o terrorismo e a violência como ferramentas necessárias à destruição de um Estado-Nação”, afirmou o deputado.

A moção, segundo ele, também serve como um posicionamento político do Parlamento brasileiro contra os ataques promovidos por organizações radicais que negam o direito de existência do povo judeu em sua própria terra.

É uma resposta à violência e ao terrorismo propagados por aqueles que não aceitam o direito de um povo à sua terra”, disse.

Filipe Barros citou os Acordos de Oslo, assinados entre 1993 e 1995, como exemplos de tentativas de paz sistematicamente sabotadas pelos próprios extremistas. Para o parlamentar, o objetivo desses grupos nunca foi a criação de um Estado Palestino, mas sim a eliminação completa de Israel.

Está claro que os extremistas nunca quiseram a paz e, muito menos, a criação de um Estado Palestino, mas apenas a destruição do Estado de Israel e a morte dos judeus, ignorando seu passado e sua história”, afirmou.

Ao final, Barros reiterou que apoiar Israel é também defender os princípios civilizatórios e a segurança do mundo livre.

Confira a moção na íntegra:

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional aprova a presente Moção de Apoio e Solidariedade a Israel e ao seu direito de existir como Estado-Nação, como resposta à violência e ao terrorismo propagados por aqueles que não aceitam o direito de um povo à sua terra:

Em 1948, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou a partilha do então Mandato britânico da Palestina, prevendo a criação dos estados de Israel e da Palestina, mas foram os extremistas que não aceitaram a decisão adotada de acordo com o Direito Internacional e a Carta da ONU, iniciando uma guerra no dia seguinte à declaração de Independência de Israel, em 15 de maio de 1948.

Desde então, mais de uma dezena de propostas de paz e de criação de um Estado Palestino, estável e viável economicamente, foram rejeitadas pelos extremistas, que preferiram apostar na guerra e na violência como meios de sabotar Israel e o próprio povo palestino. Esses radicais também sabotaram os acordos de Oslo de 1993 e 1995, que previam o reconhecimento do Estado de Israel e o estabelecimento do Estado Palestino.

Está claro que os extremistas nunca quiseram a paz e, muito menos, a criação de um Estado Palestino, mas apenas a destruição do Estado de Israel e a morte dos judeus, ignorando seu passado e sua história. Por esta razão, ao reconhecermos o direito de Israel de defender a sua sobrevivência, reiteremos o apoio e a solidariedade com o seu direito de existir como Estado-Nação.

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