Bolsonaro passa mal em Goiás e cancela agenda: “Vomito 10 vezes por dia” - Claudio Dantas
Brasília, Sexta, 03 de julho de 2026
Política

Bolsonaro passa mal em Goiás e cancela agenda: “Vomito 10 vezes por dia”

Foto: Reprodução

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Jair Bolsonaro passou mal na manhã desta sexta-feira (20) durante evento no Frigorífico Goiás, em Goiânia. O ex-presidente permaneceu no local por menos de 20 minutos, não discursou e saiu às pressas. A agenda prevista incluía um almoço em Anápolis, que foi cancelado. Bolsonaro retornou a Brasília.

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A indisposição acontece dois meses após cirurgia para desobstrução intestinal e reconstrução da parede abdominal, realizada em abril. Na noite anterior, o ex-presidente já havia demonstrado mal-estar ao discursar na Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia, sendo interrompido por soluços. “Desculpa, estou muito mal. Vomito 10 vezes por dia”, declarou.

Durante o evento desta manhã, ele foi recebido pelo empresário Leandro Batista da Nóbrega, CEO do frigorífico e apoiador do ex-presidente. Leandro já havia divulgado vídeos nas redes sociais convidando o público para recepcioná-lo com camisetas do Brasil. O encontro teve início com um churrasco oferecido à comitiva.

O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), que acompanha Bolsonaro na agenda em Goiás, compartilhou imagens do encontro e publicou uma foto de uma peça de picanha com o rosto do ex-presidente no rótulo.

No comunicado oficial, o prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), confirmou que Bolsonaro deixou o estado por questões de saúde. O texto não informou o estado clínico do ex-presidente, mas agradeceu o apoio dos presentes.

Histórico do local

O Frigorífico Goiás, onde ocorreu o evento, já esteve no centro de polêmica durante as eleições de 2022. Em outubro daquele ano, Leandro Nóbrega lançou uma promoção da chamada “picanha do mito” a R$ 22, destinada a quem comparecesse vestindo a camiseta do Brasil. A ação gerou tumulto, quebrou a porta de vidro do estabelecimento e resultou na morte de uma mulher.

A Justiça Eleitoral suspendeu a promoção e impôs multa de R$ 10 mil por hora de descumprimento. O Ministério Público também solicitou investigação da Polícia Federal, alegando que a iniciativa configurava propaganda eleitoral irregular.

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