Na abertura do encontro, Irã acusou Israel de “crimes de guerra”
Acontece neste momento a reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) convocada para discutir o conflito entre Israel e Irã. Durante seu discurso, o embaixador israelense, Danny Danon, deixou clara a posição de seu país: ações concretas quanto às capacidades nucleares do Irã, não apenas mais uma rodada de conversas.
Danon afirmou que Israel poderia considerar um “esforço genuíno para desmantelar as capacidades do Irã“. No entanto, foi firme ao declarar, conforme o The Guardian: “Mas, se for apenas mais uma sessão de debates, isso não vai funcionar. Se for só mais uma rodada de conversas, isso é algo que não podemos aceitar”.
Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, havia iniciado a reunião alegando que a situação atual é “uma guerra injusta imposta ao povo iraniano”. Araghchi frisou que Israel comete “crimes de guerra graves”, citando os ataques às instalações nucleares iranianas e o perigo de uma catástrofe ambiental e de saúde decorrente de vazamentos radiológicos.
Segundo o ministro, “Israel lançou uma agressão não provocada ao Irã, em uma flagrante violação do Artigo 2, parágrafo quatro, da Carta da ONU”.
O encontro do Conselho de Segurança das Nações Unidas foi aberto na manhã desta sexta-feira (20), a pedido do Irã. Durante as conversas, o secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo pelo cessar-fogo e pelo retorno da diplomacia para a resolução do conflito.
