União Europeia proíbe substância; Brasil segue caminho oposto
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso do Bisfenol F (BPF) no revestimento interno de latas de bebidas, como refrigerantes, sucos e água mineral, atendendo a um pedido da Valspar Corporation, subsidiária da americana Sherwin-Williams.
A decisão, tomada sem divulgação de estudos que comprovem a segurança do composto, expõe a população a riscos hormonais e contraria práticas de países que proíbem a substância.
O BPF substitui o Bisfenol A (BPA), vetado no Brasil em produtos infantis desde 2012 por causar danos ao sistema endócrino. Relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aponta que o BPF apresenta riscos semelhantes, com potencial para afetar funções hormonais.
A União Europeia veta seu uso em materiais que entram em contato com alimentos, e outros países adotam restrições rigorosas. Pareceres técnicos e votos dos diretores da Anvisa omitem estudos específicos que embasaram a aprovação.
A legislação brasileira exige que o órgão analise detalhadamente a interação entre substâncias químicas e alimentos antes de qualquer liberação.
