A Polícia Federal desarticulou um esquema de fraudes em benefícios previdenciários do INSS em Chapecó, Santa Catarina. A Operação Destoante, deflagrada nesta terça-feira (27), cumpriu cinco mandados de busca e apreensão e afastou dois servidores públicos suspeitos de envolvimento direto nas irregularidades.
O rombo aos cofres públicos foi calculado em R$ 2,3 milhões, segundo a Coordenação Geral de Inteligência Previdenciária (CGINP). A suspensão dos benefícios fraudulentos deve evitar um prejuízo ainda maior, com uma economia estimada em R$ 22 milhões para a Previdência Social.
As investigações começaram em dezembro de 2024 e apontam que os dois funcionários do INSS atuavam na concessão irregular de benefícios e no pagamento de valores retroativos indevidos. Ambos foram afastados das funções por ordem judicial.
Além dos servidores, outras pessoas também são investigadas e podem responder por associação criminosa, estelionato previdenciário e peculato eletrônico.
Essa nova operação vem na esteira de outro escândalo recente no INSS. Em abril, a PF deflagrou a operação Sem Desconto, para apurar um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões, com 211 mandados de busca e apreensão e seis prisões temporárias em 13 estados e no Distrito Federal.
O INSS, por sua vez, iniciou nesta segunda-feira (26) o pagamento da devolução de valores fraudados em abril. Até 6 de junho, devem ser restituídos R$ 292 milhões. O ressarcimento ocorrerá juntamente com o pagamento regular dos benefícios, de acordo com o número final do NIS de cada segurado.
