Um levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostra que os vínculos formais de trabalho doméstico no Brasil caíram 18,1% entre 2015 e 2024, passando de 1,64 milhão para 1,34 milhão, uma perda de cerca de 300 mil empregos. Rio Grande do Sul (-27,1%), Rio de Janeiro (-26,1%) e São Paulo (-21,7%) lideram as quedas, enquanto Roraima, Tocantins e Mato Grosso mantiveram estabilidade.
Mulheres, que representam 89% da categoria, sofreram maior impacto, com redução de 19,6% nos empregos formais, contra 3,5% entre homens. Negros (pretos e pardos) compõem 54,4% dos trabalhadores. A proporção segue estável.
Categoria envelhece
Cerca de 45% têm 50 anos ou mais, enquanto jovens de 30 a 39 anos perderam 47,3% dos vínculos. A escolaridade subiu, com 40,9% dos trabalhadores com ensino médio completo (contra 28,5% em 2015) e aumento de 70,8% entre os com ensino superior.
A remuneração média cresceu 6,7%, de R$ 1.758,68 para R$ 1.875,94, e 67,7% trabalham mais de 40 horas semanais. O estudo expõe a retração do setor e mudanças estruturais.
O estudo, que abrange todo o território nacional, oferece uma visão detalhada da evolução do trabalho doméstico formal no Brasil.
