No programa Alive desta segunda-feira (28), a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) fez duras críticas ao governo Lula, em meio às recentes denúncias de corrupção envolvendo o Ministério da Previdência e o INSS. Segundo a parlamentar, o atual governo não apenas se omite diante dos escândalos, como age de forma a proteger os envolvidos. “É roubo pra tudo quanto é lado. Só tem um jeito de parar isso: parar esse governo”, declarou.
Kicis ressaltou que o ministro da Previdência, Carlos Lupi, “tinha ciência de tudo e não tomou nenhuma providência” sobre os desvios milionários no BPC (Benefício de Prestação Continuada) destinado a venezuelanos. A deputada recordou sua experiência como ex-presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, criticando a atual condução da fiscalização sob o comando da esquerda. Para ela, o governo petista atua com uma “licença para roubar”, numa referência direta à falta de ações concretas para coibir as irregularidades.
Outro participante do programa, o deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL-RO), também se mostrou alarmado com a postura do diretor-geral da Polícia Federal, que se manifestou publicamente em defesa precoce de um dos envolvidos. “Quem tem que falar é o delegado responsável pelo inquérito”, criticou o parlamentar, revelando ainda que a coleta de assinaturas para a abertura de uma CPI tem previsão de chegar 145 apoios ainda nesta semana, sendo necessárias 171 assinaturas para a instalação.
Chrisóstomo afirmou que, apenas entre 2023 e 2024, o volume de descontos irregulares relacionados a sindicatos saltou de R$ 1,3 bilhão para quase R$ 3 bilhões. Ele denunciou que até prefeitos, como um de Rondônia, foram vítimas de descontos indevidos nos seus contracheques, reforçando que o esquema atinge os mais humildes: “Eles estão roubando dos aposentados, dos doentes”, lamentou.
O advogado constitucionalista André Marsiglia também participou do debate e criticou a narrativa usada pelo governo de atribuir os problemas à gestão anterior. “Essa história de que a culpa é do Bolsonaro não cola mais”, afirmou. Segundo Marsiglia, a tentativa de proteger antecipadamente figuras próximas ao presidente Lula é preocupante e demonstra uma falha grave nas instituições. Ele destacou a necessidade de investigação profunda sobre as responsabilidades, inclusive sobre a conduta do ministro Carlos Lupi, alertando para o risco de prevaricação.
