TRF-3 nega pedido da Paper Excellence e mantém proibição a transferência de ações da Eldorado - Claudio Dantas
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Economia

TRF-3 nega pedido da Paper Excellence e mantém proibição a transferência de ações da Eldorado

Foto: Divulgação

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Por Redação

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) rejeitou nesta quinta-feira (10) mais um pedido da Paper Excellence de revogar as decisões do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) que proíbem qualquer ato de transferência das ações da Eldorado Brasil Celulose para a empresa sino-indonésia por falta de autorizações legais para a aquisição e o arrendamento de terras por estrangeiros.

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Essa foi a 5ª tentativa sem sucesso da estrangeira de revogar as decisões tomadas pelo TRF-4 no ano passado sobre o caso. Antes do TRF-3, já negaram o pedido da Paper o próprio TRF-4, o Supremo Tribunal Federal (STF), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e a 1ª Vara Federal de Três Lagoas (MS).

As decisões judiciais são embasadas no fato de que a compra da Eldorado pela empresa estrangeira deveria ter sido submetida à autorização prévia do Incra e do Congresso, por tratar da aquisição e do arrendamento de propriedades rurais no país por estrangeiros, como prevê a legislação.

O TRF-4 ainda suspendeu a tramitação do procedimento arbitral sobre o caso, o que também foi mantido pelas demais instâncias às quais a Paper recorreu.

O novo pedido foi direcionado após o STJ decidir que a competência para julgar o descumprimento da lei de terras pela Paper é da 1ª Vara Federal de Três Lagoas (MS), subordinada ao TRF-3, onde o Ministério Público Federal (MPF) move uma ação pedindo a nulidade do contrato de venda da Eldorado.

A decisão do TRF-4 havia sido tomada em outra ação, mas foi mantida pelo STJ, pelo juiz de Três Lagoas e agora pelo TRF-3.

A Paper Excellence firmou em 2017 o contrato para adquirir 100% da Eldorado, empresa que controla cerca de 450 mil hectares de terras – o equivalente a 80% do território do DF. Desde 2018, a compradora e a vendedora J&F Investimentos travam uma batalha judicial pela empresa.

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