Senadores do PSD querem cortar incentivos para bancar isenção do IR - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Senadores do PSD querem cortar incentivos para bancar isenção do IR

Otto Alencar critica PL da Dosimetria aprovado na Câmara e afirma que texto beneficia facções e não deve avançar no Senado
Otto Alencar critica PL da Dosimetria aprovado na Câmara e afirma que texto beneficia facções e não deve avançar no Senado

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Por Redação

Senadores do PSD defenderam, nesta terça-feira (18), que o governo Lula promova cortes em incentivos fiscais concedidos a grandes empresas como forma de compensação para a ampliação da isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil.

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O senador Otto Alencar (PSD-BA) criticou a concentração dos benefícios tributários em poucas companhias.

Há 26 empresas que detêm 46% dos incentivos fiscais. São incentivos de muito tempo. Tem que cortar daí”, disse ele ao Poder360, após participar da cerimônia de lançamento do projeto no Palácio do Planalto.

Segundo Alencar, essas grandes empresas vêm acumulando lucros expressivos com os incentivos, e os benefícios acabam se perpetuando. O líder do PSD no Senado, Omar Aziz (PSD-AM), também se posicionou a favor da medida. Aliado de Lula na Casa, ele defende que a revisão dos benefícios ajudaria a garantir a neutralidade fiscal do projeto. Apesar da proposta, os dois senadores acreditam que o texto passará com facilidade pelo Congresso Nacional.

Lula, por sua vez, afirmou que a ampliação da isenção do IR não aumentará a carga tributária.

Nós temos que acreditar naquilo que o companheiro Haddad falou. Esse projeto é um projeto neutro, esse projeto não vai aumentar 1 centavo na carga tributária. Estamos fazendo apenas uma reparação. Estamos falando de 141 mil pessoas que ganham acima de R$ 1 milhão no ano que vão contribuir para que 10 milhões de pessoas não paguem imposto de renda”, declarou o presidente durante o evento.

A proposta do governo prevê que a compensação da renúncia fiscal ocorra por meio da criação de um imposto mínimo para os chamados super-ricos, escalonado a partir de rendas superiores a R$ 600 mil por ano, atingindo sua alíquota máxima para aqueles que recebem mais de R$ 1 milhão anuais.

A medida faz parte do esforço do Planalto para cumprir uma promessa de campanha e melhorar a popularidade de Lula.

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