O Brasil foi o país da América Latina que registrou o maior aumento no risco-país em 2024, de acordo com o Latin America Country Risk Index and Analysis 2024, elaborado pelo Adam Smith Center for Economic Freedom. O estudo, conduzido no Brasil pelo Instituto Millenium e obtido em primeira mão por este site, aponta uma acentuada piora nos principais indicadores de risco, como a crescente desconfiança nas instituições, o avanço da criminalidade e as relações internacionais instáveis.
Além do Brasil, a pesquisa também avaliou outros cinco países da região: Argentina, Chile, Colômbia, El Salvador e México.
O aumento da criminalidade, o descontrole fiscal e a perda de confiança nas instituições são fatores-chave para a piora do cenário brasileiro. Entre abril e dezembro de 2024, a nota de risco do país subiu de 3.07 para 3.32 (quanto maior a nota, maior o risco-país), refletindo um agravamento da situação.
Embora o Brasil ainda seja o melhor classificado entre os países avaliados, a pesquisa aponta uma trajetória de instabilidade crescente, destacando os impactos da criminalidade e a deterioração da confiança nas instituições.
Em contraste, a Argentina foi o país que mais apresentou melhoria, com sua nota de risco caindo de 3.49 para 3.06, sinalizando uma redução significativa da instabilidade.
O estreitamento das relações do Brasil com países como Rússia e Irã também contribuiu para o aumento do risco internacional no país. Com isso, o Brasil registrou o maior nível de risco entre os países avaliados.
O pesquisador Paulo Resende, do Instituto Millenium, alerta para a necessidade urgente de reformas institucionais para evitar um retrocesso ainda maior nos próximos anos.
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Fonte: Latin America Country Risk Index and Analysis 2024