Lula compromete defesa nacional ao suspender contratos com Israel - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Mundo

Lula compromete defesa nacional ao suspender contratos com Israel

Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Por Claudio Dantas

A ordem de Lula é para suspender todos os contratos envolvendo empresas israelenses nas Forças Armadas. A postura antissemita é também negacionista, pois Israel é importante parceiro de programas estratégicos das Forças Armadas e a interrupção desses programas compromete a própria defesa nacional e a soberania.

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Além dos obuseiros já relatados pela imprensa, o Exército terá de cancelar a compra de loitering munition (drones kamikazes), realizada pela comissão de compras em Washington (CEBW), e deve suspender o envio para as Filipinas de veículos Guarani da Iveco, equipados com torres da Elbit.

A Força Aérea, por sua vez, poderá ficar sem o Gripen NG, que, embora seja produzido pela sueca Saab, possui computadores, softwares, equipamentos e serviços de integração e apoio logístico da AEL Sistemas, subsidiária da israelense Elbit, incluído o capacete HMD, com mira montada, fundamental para a consciência situacional dos pilotos em voo. Na cúpula da FAB, há quem defenda a troca dos jatos modernos por outros mais antigos, sem essa tecnologia.

Além do prejuízo com os atuais contratos, a postura irresponsável do governo Lula impedirá que o Brasil produza e exporte o Gripen para a América Latina, atrasando o desenvolvimento da própria indústria aeronáutica brasileira e inviabilizando bilhões em negócios. Até a manutenção dos Super Tucanos, F-5M e AMX também será afetada.

No caso da Marinha, projetos estratégicos vão subir no telhado, como o Sterna (sistema múltiplo de comunicação), o SIC3MB (sistema de comando e controle), o RDS Defesa (rede de interoperabilidade entre as forças) e a modernização dos AF-1 Skyhawk, entre outros.

Paralisar programas em curso e tentar substituí-los por outros, além do custo financeiro, pode levar anos, sendo improvável soluções emergenciais até o fim de 2026, quando encerra o mandato de Lula. Em defesa, não se improvisa.

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