O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), defende que o Partido Liberal lance candidatura própria ao governo de Minas Gerais caso o senador Cleitinho (Republicanos) decida não disputar o Palácio Tiradentes nas eleições de outubro. A informação foi apurada pela Itatiaia.
Segundo a apuração, Flávio conversou com parlamentares mineiros e orientou que o partido mantenha um candidato próprio se Cleitinho ficar fora da disputa. O entendimento da direção nacional do PL é que a legenda só abriria mão da cabeça de chapa caso o senador do Republicanos, apontado como líder nas pesquisas, confirme candidatura.
Estratégia para fortalecer o PL
A avaliação da cúpula do partido é que uma candidatura própria fortaleceria a presença do PL em Minas Gerais e garantiria um palanque estadual para Flávio Bolsonaro na corrida ao Palácio do Planalto.
A discussão ocorre em meio às negociações para definição da chapa da direita no estado.
Disputa interna envolve Marcelo Aro
O debate ganhou força após a articulação do ex-secretário de Estado Marcelo Aro (PP), que buscou viabilizar seu nome para comandar uma aliança entre PL, Republicanos e Federação União Progressista.
Segundo a reportagem, o movimento desconsiderou pré-candidaturas já apresentadas pelo PL, como as do ex-prefeito de Betim, Vittório Medioli, e do presidente licenciado da Fiemg, Flávio Roscoe.
A iniciativa também gerou resistência entre parlamentares ligados ao grupo bolsonarista, entre eles o deputado federal Cabo Junio Amaral.
Republicanos também vive indefinição
Outro nome envolvido nas negociações é o ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, filiado ao Republicanos.
Conforme a apuração, Cleitinho havia acertado que Falcão seria candidato a vice-governador em sua chapa. Caso o senador desistisse da disputa, o ex-prefeito assumiria a candidatura ao governo com seu apoio.
Reação alterou cenário
Ainda segundo a Itatiaia, Marcelo Aro intensificou as articulações depois da filiação do senador Carlos Viana ao PSD e passou a defender seu nome para o governo estadual.
O ex-secretário também buscou apoio da Federação União Progressista e apresentou ao PL a possibilidade de unificar a direita em torno de sua candidatura.
A movimentação, porém, encontrou resistência entre lideranças do PL e do Republicanos.
Diante desse cenário, Flávio Bolsonaro orientou a direção da legenda a manter a estratégia de candidatura própria caso Cleitinho confirme que não disputará o governo de Minas Gerais.
Integrantes do governo de Mateus Simões (PSD), por sua vez, rejeitam a versão de Marcelo Aro de que teria sido preterido. Segundo interlocutores do Executivo estadual ouvidos pela reportagem, sua candidatura ao Senado estava assegurada dentro da composição política.