O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, defendeu a adoção de um sistema de auditoria que combine o registro eletrônico dos votos com comprovantes impressos emitidos por amostragem. A declaração foi dada durante evento promovido pelo Grupo Voto, em São Paulo.
Ao comentar o modelo de votação brasileiro, Zema afirmou que medidas voltadas ao fortalecimento da confiança no processo eleitoral são positivas.
“Tudo que puder ser feito para melhorar a confiabilidade é bom, principalmente comprovante escrito”, declarou a jornalistas.
Segundo o pré-candidato, a proposta não substitui a urna eletrônica, mas acrescenta uma camada de verificação. A ideia é que parte das urnas emita comprovantes físicos, que permaneceriam lacrados para permitir a comparação entre o registro eletrônico e o material impresso em eventual auditoria.
“Tem uma amostra de votos impressos, de urnas impressas, para confirmar o digital com o impresso, com o físico. Lacrado, os dois”, afirmou.
Zema também ressaltou que considera o atual sistema eleitoral confiável e lembrou que foi eleito pelo modelo atualmente utilizado no país.
“Fui eleito, reeleito pela urna eletrônica”, disse ao defender que eventuais mecanismos adicionais de fiscalização não significam desconfiança em relação ao sistema.
As declarações ocorreram após questionamentos sobre as críticas feitas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também pré-candidato à Presidência, às urnas eletrônicas.