O ALive desta quarta-feira (22) abordou a decisão da senadora Tereza Cristina (PP-MS) de recusar o convite para integrar como vice a chapa presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, a parlamentar informou, durante uma reunião, que sua prioridade é disputar a presidência do Senado em 2027.
Durante o programa, a filósofa Bruna Torlay criticou a postura da ex-ministra de Bolsonaro e afirmou que a decisão, assim como a de partidos de Centro que ainda não declararam apoio a Flávio, transmite um sinal negativo ao eleitorado de direita.
Segundo ela, a postura dessas lideranças indica “para a direita, para a base e para o eleitorado que vocês não estão de acordo com o projeto de Brasil”, que é derrotar o PT com a eleição de Flávio para a Presidência.
“Que palhaçada é essa da Tereza Cristina de querer escolher? […] De que lado está a Tereza Cristina?”, indagou a escritora.
Apesar das críticas, Torlay afirmou que considera a senadora uma pessoa respeitável e competente. Na avaliação da filósofa, porém, Tereza não é “tão bem vista pela base” conservadora porque acham “que a posição dela é dúbia com relação ao projeto de Brasil”.
Bruna também disse haver uma “desconfiança” entre apoiadores de Bolsonaro sobre a disposição da senadora de pautar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), caso seja eleita presidente do Senado.
“Eu não sei não se ela vai ter esse apoio todo para ser presidente do Senado se ela não for pautar impeachment de ministro”, completou.
