PF faz nova operação contra o Careca do INSS carros de luxo
Brasília, Terça, 21 de julho de 2026
Justiça

PF faz nova operação contra o Careca do INSS

Ação apreendeu carros de luxo e mira patrimônio de investigado por fraudes contra aposentados

O Careca do INSS foi detido em setembro, apontado como principal operador do esquema do INSS
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (21), uma nova fase da Operação Sem Desconto e cumpriu um mandado de busca e apreensão contra o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, no Distrito Federal. A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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Segundo a PF, a medida tem como objetivo “descapitalizar” o investigado, apontado como um dos principais operadores do esquema de descontos associativos supostamente realizados sem autorização em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Durante a operação, os agentes apreenderam três veículos de luxo, entre eles um Audi R8 V10 e um BMW M5, em um endereço localizado em Brasília.

Além das suspeitas relacionadas às fraudes em benefícios previdenciários, Antônio Carlos Camilo Antunes é investigado pelos crimes de organização criminosa, estelionato previdenciário, ocultação de patrimônio e dilapidação de bens.

Em nota, a defesa do investigado afirmou que havia informado à Justiça, ainda em outubro de 2025, a localização dos veículos apreendidos.

“Na ocasião, de modo a afastar qualquer alegação de dilapidação ou ocultação patrimonial, indicou a localização dos bens e colocou-se à disposição para a sua retirada”, declarou a defesa. Segundo os advogados, a informação foi reiterada em outras oportunidades e os automóveis permaneceram à disposição das autoridades.

Antônio Carlos foi preso em setembro de 2025 no âmbito da Operação Sem Desconto. Atualmente, ele está custodiado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Desde janeiro deste ano, permanece no Bloco V, ala destinada a presos que, por razões de segurança ou pela repercussão dos casos, não podem permanecer com a população carcerária comum.

As investigações apuram um esquema nacional de descontos indevidos em benefícios do INSS. De acordo com a Polícia Federal, o grupo teria utilizado entidades associativas para efetuar cobranças sem autorização dos beneficiários, causando prejuízos a aposentados e pensionistas em todo o país.

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