ICMBio alega existência de 'gabinete do ódio' contra suas ações no Pará
Brasília, Terça, 21 de julho de 2026
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ICMBio alega existência de ‘gabinete do ódio’ contra suas ações no Pará

Órgão ambiental ganhou notoriedade após ação truculenta contra colono na estação ecológica da Terra do Meio

ICMBio alega existência de 'gabinete do ódio' contra suas ações no Pará
Foto: Reprodução.

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Por Claudio Dantas

O ICMBio, cujas ações truculentas contra colonos na Terra do Meio (PA) ganharam notoriedade em todo o país, se diz vítima de uma “cadeia criminosa” envolvendo políticos, advogados e influenciadores digitais, que atuariam em coordenação para “impedir a retirada do gado ilegalmente criado na estação ecológica”.

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“Esta pressão tem levado a grandes dificuldades no sentido de aluguel de caminhões já que os motoristas são intimidados pelas redes sociais, na definição de frigoríficos para abate do gado, que também sofrem pressões políticas e econômicas. Não por outra razão as Guias de Trânsito de Animais estão sendo constantemente substituídas em função da mudança de destino do gado.”

A justificativa consta de manifestação da AGU no âmbito de processo movido pela defesa do produtor Pedro Ferreira Lima, o Pedro Coco, e obtido pela reportagem. No documento, o procurador federal Leonardo Lima Nazareth Andrade, que defende o órgão de fiscalização ambiental, afirma que essa espécie de ‘gabinete do ódio’ teria sido responsável por mobilizar a população local para queimar pontes, cercar os caminhões usados na apreensão e soltar o gado.

“Para exemplificar o nível de tensão gerado por essa pressão política, da cadeia de pecuária ilegal com apoio de influenciadores digitais, assinala-se o fato ocorrido em 09/06 onde, após embarque do rebanho apreendido e emissão das Guias de Trânsito de Animais, o comboio com escolta da Força Nacional, foi parado depois de percorrer 55 km em função de uma ponte derrubada, e a multidão de cerca de 50 pessoas atacou o comboio e as 90 cabeças foram soltas e roubadas.”

Na última semana, o ICMBio identificou várias dessas pessoas e passou a autuá-las também, com multas de até R$ 18 mil, por “obstar ação do poder público no exercício de atividade de fiscalização”.

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