As forças do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) realizaram na noite de ontem (08) uma nova rodada de ataques contra o Irã com o objetivo de reduzir a capacidade do país de atacar navios comerciais e marinheiros civis no Estreito de Ormuz, rota marítima estratégica para o transporte global de petróleo.
Segundo comunicado das forças americanas, a ofensiva atingiu cerca de 90 alvos estratégicos ao longo da costa iraniana. Entre as estruturas destruídas ou danificadas estão sistemas de defesa aérea, ativos de vigilância costeira, depósitos de mísseis e drones, capacidades navais e infraestrutura logística militar.
Valiollah Hayati, vice-governador de Khuzestan, no sudoeste do Irã, informou a repórteres que três pessoas morreram e várias ficaram feridas em ataque na cidade de Ahvaz, segundo a agência iraniana Irna.
A ofensiva desta quarta dá continuidade à 1ª onda de ataques realizada na noite anterior. Na terça (07), as forças do Centcom já haviam bombardeado aproximadamente 80 alvos militares no Irã, incluindo mais de 60 pequenas embarcações do Corpo da Guarda da Revolução Islâmica.
Apesar do cessar-fogo em vigor desde junho, EUA e Irã voltaram a trocar ataques nas últimas semanas. Na terça, as Forças Armadas dos EUA bombardearam alvos no sul do Irã em resposta a ataques iranianos contra três embarcações comerciais no Estreito de Ormuz. Em seguida, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã atacou instalações militares americanas no Bahrein e no Kuwait, países que abrigam bases estratégicas dos EUA na região.
Após a retomada dos ataques iranianos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ontem (08), durante entrevista coletiva em Ancara, na Turquia, ao lado do secretário-geral da Otan, Mark Rutte, antes da cúpula da aliança, que o pacto de paz com Teerã “acabou”.
“Para mim, acho que [o acordo de paz] acabou. Eu não quero mais lidar com eles [Irã]. Eles são a escória, são liderados por pessoas doentes e são um povo maldoso e violento. (…) Vou falar com meus negociadores, mas é uma perda de tempo lidar com eles. Até onde eu sei, acabou”, afirmou o republicano.
