O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou, nesta sexta-feira (3), que irá aos Estados Unidos para “defender o PIX”. Flávio é esperado em uma audiência pública em Washington na próxima terça (7) sobre a investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, sigla em inglês) que apura um possível prejuízo causado pelo PIX às empresas norte-americanas.
“Eu vou lá para os Estados Unidos defender o nosso Pix, já que o atual presidente do Brasil está se lixando para empresas brasileiras. E é o único que quer a tarifação dos nossos produtos brasileiros que são enviados para os Estados Unidos”, disse o pré-candidato, no 3º Seminário Nacional de Comunicação do PL no Rio de Janeiro.
O senador enviou na quinta (2) ao governo de Donald Trump um documento em que oferece vantagens comerciais, como eliminar tarifas para o etanol e reduzir a carga tributária para empresas de cartões de crédito, além de afirmar que o PIX é um dos marcos do governo do pai, Jair Bolsonaro, apontando que o banco central dos EUA, o Fed, possui uma ferramenta similar, chamada FedNow.
Ele propõe, ainda, que o Brasil “se liberte das amarras” do Mercosul, tal qual o presidente da Argentina, Javier Milei, fez, uma vez que o bloco comercial restringe negociações bilaterais. O pré-candidato pediu que as tarifas contra o país fossem adiadas por 180 dias e que as taxas de 25% sejam aplicadas somente após as eleições. Flávio avaliou na carta que caso se confirme, o tarifaço será uma “vitória política” a Lula (PT).
