O ministro André Mendonça continuará despachando durante o recesso do Supremo Tribunal Federal (STF) nos inquéritos que investigam o caso Master e as fraudes no INSS. O período de recesso da Corte começa hoje (2) e se estende até o fim de julho.
Mesmo com o funcionamento em regime de plantão, alguns ministros mantêm a análise de processos considerados sensíveis. No último recesso, entre o fim de 2025 e o início de 2026, também seguiram despachando os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Flávio Dino e Cristiano Zanin, além do presidente da Corte, Edson Fachin, e do vice-presidente, Alexandre de Moraes.
Durante o recesso, o STF suspende as sessões de julgamento e concentra a atuação na análise de pedidos considerados urgentes. Em regra, essas decisões ficam sob responsabilidade da Presidência da Corte.
Alexandre de Moraes também informou que manterá a rotina de trabalho ao longo de julho. O ministro fará revezamento com Edson Fachin na apreciação das demandas urgentes: Fachin ficará responsável pelos pedidos apresentados na primeira quinzena do mês, enquanto Moraes analisará os processos protocolados a partir de 15 de julho.
O recesso ainda interrompe a contagem dos prazos processuais. Com isso, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, poderá ter mais tempo para se manifestar sobre o pedido de investigação relacionado a repasses do empresário Daniel Vorcaro para a produção do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na quarta-feira (1º), André Mendonça encaminhou à Procuradoria-Geral da República o pedido de apuração sobre esse caso, que permanece sob análise durante o período de recesso do STF.
