PL aciona TSE contra Lula por suposto discurso de ódio contra SC
Brasília, Terça, 30 de junho de 2026
Justiça

PL aciona TSE contra Lula por suposto discurso de ódio contra SC

Partido afirma que falas do presidente em Itajaí teriam caráter discriminatório e configurariam propaganda eleitoral antecipada

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O Partido Liberal (PL) protocolou nesta terça-feira (30) uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente da República, Lula (PT), por suposta prática de propaganda eleitoral antecipada e discurso discriminatório durante evento oficial realizado em Itajaí (SC), no dia 26 de junho.

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Na ação, o partido afirma que o discurso do presidente teria extrapolado o caráter institucional e sido utilizado para promoção política, além de conter falas consideradas ofensivas à população catarinense.

Entre os trechos citados na representação, o PL destaca a fala em que Lula afirma:

“Vocês não podem permitir que prevaleça em Santa Catarina o racismo”

O partido também aponta outro trecho em que o presidente faz referência a desigualdades raciais e menciona o nazismo:

“Não tem porque um cara que é branco é melhor do que o que é negro, o cara que é nordestino é pior do que o do Sul do país. Hitler tentou fazer isso e acabou do jeito que acabou.”

Segundo a representação, as declarações associariam o estado a uma suposta “hegemonia branca” e a práticas racistas, sem individualização de condutas, o que, na avaliação do PL, configuraria generalização indevida contra a população local.

O partido também sustenta que houve conteúdo de caráter eleitoral no discurso, citando trechos em que Lula convoca o público a comparar governos e avaliar gestões:

“Agora nós estamos chegando num momento histórico em que vocês têm que avaliar quem fez e o que fez”, disse. “Compare. Porque se vocês compararem, vocês vão poder saber quem é bom para Santa Catarina. E quem é bom para o Brasil”, completou.

Na avaliação do PL, as falas configuram propaganda eleitoral antecipada, além de possível violação à legislação que trata de discurso discriminatório. O partido pede ao TSE a aplicação de multa, a proibição de repetição de falas semelhantes em eventos oficiais e a remoção de conteúdos relacionados ao discurso em plataformas digitais.

A representação também solicita o envio do caso ao Ministério Público Eleitoral (MPE) e à Procuradoria-Geral da República (pgr) para apuração de responsabilidades.

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