Justiça do RS solta empresários presos com mais de 100 TB de pornografia infantil
Brasília, Terça, 30 de junho de 2026
Justiça

Justiça do RS solta empresários presos com mais de 100 TB de pornografia infantil

Dupla foi presa em flagrante, mas recebeu liberdade provisória após audiência de custódia

Estados gastam R$ 92,3 bilhões com Justiça
Foto: Succo/Pixabay

Compartilhe em

Foto do autor

Por Redação

Dois empresários presos em flagrante por armazenar imagens de abuso sexual infantil foram soltos pela Justiça no sábado (27), um dia após a prisão em Ivoti, no Vale do Sinos (RS). A liberdade provisória foi concedida após audiência de custódia realizada no Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp), em Porto Alegre.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Os suspeitos, de 64 e 47 anos, são sócios proprietários de grandes empresas da região. Os nomes não foram divulgados. Segundo a Polícia Civil, eles atuam em ramos distintos, mas mantêm ligações comerciais.

Segundo o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), a decisão considerou a ausência de pedido de prisão preventiva pelo Ministério Público e pela autoridade policial, além da falta dos requisitos legais para manter os investigados presos. A Justiça também destacou que ambos não têm antecedentes criminais, possuem residência fixa e exercem atividade profissional.

A liberdade foi condicionada ao cumprimento de medidas cautelares, como manter endereço e telefone atualizados, comparecer periodicamente à Justiça e não cometer novos crimes. Em caso de descumprimento, a prisão preventiva poderá ser decretada.

A investigação foi conduzida durante 3 meses pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Esteio, com apoio da Delegacia de Ivoti. Segundo a Polícia Civil, os investigados utilizavam redes compartilhadas para fazer o download sistemático de arquivos de pornografia infantil.

Durante o cumprimento de três mandados de busca e apreensão, policiais recolheram computadores, notebooks, celulares, pendrives e HDs externos, além de localizar material de pornografia infantojuvenil. O conteúdo armazenado ultrapassa 100 terabytes (TB) e inclui pornografia adulta, material de abuso sexual infantil e conteúdo sexual envolvendo animais.

Os equipamentos serão periciados pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP), que vai apurar o volume de dados armazenados e verificar se os investigados também compartilhavam ou produziam os arquivos ilícitos.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade