ALive: Ainda podemos impedir a implementação da Sharia no Brasil
Brasília, Quarta, 24 de junho de 2026
Política

ALive: Ainda podemos impedir a implementação da Sharia no Brasil

ALive: Ainda podemos impedir a implementação da Sharia no Brasil
Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Em entrevista ao programa ALive desta terça-feira (24), o deputado federal Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PL-SP) afirmou ser necessária a formação de uma “frente política” e não “religiosa” contra a implementação da Sharia no Brasil. O parlamentar é autor de um projeto de lei que busca combater a “imposição” da lei islâmica no país.

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Segundo Orléans e Bragança, o projeto se inspira em iniciativas de outros países, sendo uma “réplica ajustada para o contexto brasileiro daquilo que já acontece nos Estados Unidos, Canadá e também na Europa”.

Na avaliação do deputado, nesses locais a implementação da sharia está mais avançada e ele não acredita na reversão de leis que, segundo ele, levam à normalização da lei do Alcorão nessas nações. No Brasil, no entanto, o cenário é diferente.

“Eu quero evitar isso [precarização social desses países devido à lei islâmica] a todo vapor aqui no Brasil, porque essa evolução é muito rápida, e lembrando, não precisa de maioria de muçulmanos aqui no Brasil para eles fazerem implementar esse tipo de desarranjo, a esquerda brasileira é a grande promotora disso”.

“Isso é mais um instrumento da esquerda brasileira, então a gente precisa fazer uma frente política, não religiosa com relação a esse tema”, completou.

Orléans e Bragança afirmou ainda que o que causa “desequilíbrio” não são os muçulmanos em si, mas o muçulmano extremista, “que exige, que proselitiza, que de fato defende a lei da sharia dentro do Brasil”: “Não é o Alcorão, mas sim uma parte dele, um substrato do Alcorão, que, de fato, não permite esse convívio tranquilo [com aqueles que não seguem a religião]”.

O projeto, segundo ele, aponta que uma parte extremista “é nociva ao nosso sistema jurídico [brasileiro], ao nosso meio de vida, ao nosso convívio, à nossa liberdade religiosa”. O parlamentar disse ainda que muitos países de maioria muçulmana “não aplicam a lei da Sharia na sua integralidade, porque ela é, de fato, extremamente opressora”.

“Ela é, de fato, extremamente desestabilizadora até do meio de vida muçulmano. Então, a maior parte dos muçulmanos, eles não aderem a isso. Existe uma parcela que adere. E é essa parcela que a gente precisa dizer, olha, não podemos ter isso no Brasil. Porque isso, de fato, cria um grande problema”, afirmou.

“A gente precisa deixar bem claro aqui o que está acontecendo e por que a gente tem que se mobilizar contra isso. Porque isso não é uma questão religiosa, [é preciso] deixar isso bem claro. Isso é uma questão política. A esquerda internacional, vamos lembrar quem é que está por trás do financiamento da expansão desse movimento: a Irmandade Muçulmana”, continuou o parlamentar

A Irmandade Muçulmana é uma organização política e religiosa islâmica transnacional fundada no Egito em 1928. Seu objetivo é estabelecer governos e sociedades organizados segundo a Sharia.

De acordo com o deputado, a esquerda internacional transformou a implementação da Sharia em uma “bandeira”, “porque viu que é uma fragilidade dos sistemas liberais, das constituições liberais, de tolerar o intolerável”.

“A gente vai ter uma discussão, eu diria que não é só o Brasil, uma discussão internacional de todo o Ocidente, para entender se a gente pode ter uma certa restrição a conteúdos ou partes de conteúdos, mas sem considerar como sendo uma restrição religiosa”, defendeu o parlamentar.

Orléans e Bragança afirmou ainda que seu projeto recebeu apoio de recém-imigrantes iranianos que chegaram ao Brasil nos últimos 3, 4, 5 anos e que assinaram uma petição de apoio ao PL: “Alguns membros da comunidade iraniana recém-imigrada para o Brasil estão dando apoio exatamente porque eles viveram sob a Sharia intensa imposta pelo regime iraniano”.

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