Operação da PF deve suspender compra do Digimais pelo BTG
Brasília, Terça, 23 de junho de 2026
Justiça

Operação da PF deve suspender compra do Digimais pelo BTG

Operação da PF deve suspender compra do Digimais pelo BTG
Foto: Reprodução

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Por Redação

O BTG Pactual, de André Esteves, deve desistir da compra do Digimais após a operação da Polícia Federal (PF), deflagrada na manhã desta terça-feira (23), contra o banco do bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus. A informação é da jornalista Raquel Landim, colunista do Estadão.

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A transação está paralisada e dependia de uma injeção de capital do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), “que não deve mais acontecer”, segundo fontes ouvidas pela jornalista. Segundo essas fontes, o negócio “nunca chegou a ser assinado e ficou apenas em negociação”.

Em abril, o BTG anunciou acordo para compra do Digimais, condicionado a pré-requisitos, entre eles empréstimo do FGC e aporte do bispo Macedo.

A “solução de mercado”, segundo a jornalista, “era vista com bons olhos pelo Banco Central, já que o Digimais enfrentava problemas há tempos”. Bancos chegaram a avaliar o ativo, mas apenas o BTG avançou.

A Operação Miragem, deflagrada pela PF, apura supostas fraudes no Digimais. A Justiça bloqueou R$ 670 milhões de investigados, incluindo Macedo. A suspeita é uso de fundos de investimento para maquiar rombo bilionário.

Segundo a PF, as investigações tiveram como base relatórios do Banco Central (BC), que apontaram irregularidades na gestão da instituição.

O esquema envolvia manipulação de balanços e demonstrativos contábeis para ocultar a real situação financeira do banco e aparentar solvência. A prática teria permitido supervalorização de ativos e geração artificial de receitas de centenas de milhões.

A PF acusa o Digimais de replicar a tática usada pelo Banco Master, de Daniel Vorcaro, com uso da confiança dos depositantes no Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Segundo os investigadores, a direção do banco teria superavaliado ativos “mediante a emissão de títulos com rentabilidade desproporcionais aos indicadores de mercado”.

A investigação também aponta que as operações sob análise culminam na proposta de alienação do controle do Digimais ao BTG Pactual. Segundo os investigadores, trata-se de “uma transação de mercado que, segundo informações oriundas de fontes abertas, encontra-se estritamente condicionada à injeção estrutural de recursos por parte do FGC”.

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