Operação prende sete suspeitos de fraudes em contas de aposentados no BRB
Brasília, Terça, 23 de junho de 2026
Justiça

Operação prende sete suspeitos de fraudes em contas de aposentados no BRB

Prejuízo estimado é de R$ 5 mi e esquema atingiu cerca de 3,5 mil contas de aposentados

BRB apresenta até sexta plano para cobrir perdas com Master
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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Por Redação

Sete pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (23) em uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) que investiga descontos irregulares em 3,5 mil contas de aposentados no Banco de Brasília (BRB). O prejuízo estimado é de R$ 5 milhões.

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Os mandados foram cumpridos em Brasília e Minas Gerais. Entre os presos estão três servidores do BRB, suspeitos de realizar descontos em contas de correntistas sem autorização.

Segundo a Polícia Civil, o esquema tem dinâmica semelhante a fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS registradas entre 2019 e 2024, investigadas pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto.

Em Minas Gerais, as diligências ocorrem em Belo Horizonte e Igaratinga. No Distrito Federal, as ações se concentram no Plano Piloto, Asa Sul, Asa Norte, Recanto das Emas, Brazlândia e Jardim Botânico. Os endereços incluem sedes de associações suspeitas de participação no esquema.

A polícia afirma que os investigados entravam em contato com aposentados e utilizavam transcrições falsas de ligações para validar os descontos. As associações eram criadas para viabilizar o repasse irregular dos valores. Entre elas estão: CASSISP; SBSP; ASPJUB; CASSISPUB; MÃO AMIGA; COBJUD.

Os investigadores apontam que as fraudes ocorrem desde 2024. A operação é conduzida pela Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf).

Na última sexta-feira (19), o BRB já havia sido alvo de outra operação que cumpriu 50 mandados de busca e apreensão. Nesse caso, o Ministério Público apura descontos irregulares na folha de pagamento de servidores do Distrito Federal. Entre os alvos estavam Ney Ferraz, ex-secretário de Economia, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, que está preso, e Eduardo Chedid, diretor do PicPay. Não houve prisões naquela ação.

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