O candidato da esquerda à Presidência da Colômbia, Iván Cepeda, evitou reconhecer a derrota na eleição de domingo e anunciou que seu partido vai pedir a impugnação de 33 mil mesas eleitorais, após a apuração preliminar indicar a vitória de seu adversário, Abelardo de la Espriella.
A Colômbia voltou às urnas ontem (21) para o 2º turno da eleição presidencial, disputado entre Cepeda e Espriella, que saiu vencedor no “preconteo”, a contagem inicial dos votos.
Pela legislação colombiana, a apuração eleitoral ocorre em duas etapas. A primeira é o “preconteo”, uma contagem preliminar baseada nas atas das seções eleitorais e usada para projetar o resultado. A segunda é o “escrutínio”, considerado o resultado oficial, quando juízes e autoridades eleitorais revisam os documentos e corrigem eventuais inconsistências. A conclusão está prevista para esta segunda (22).
Segundo Cepeda, juristas que atuaram como observadores de seu partido identificaram erros em 33 mil mesas eleitorais. Na Colômbia, cada mesa pode ter até 300 votos. A diferença preliminar entre os candidatos é de cerca de 250 mil votos.
“Nossos advogados e advogadas estão procedendo para impugnar 33 mil mesas em todo o país”, declarou Cepeda após o resultado preliminar.
Na Colômbia, a impugnação de votos ocorre apenas quando há suspeitas de erros técnicos ou irregularidades na votação ou na apuração. Os partidos podem solicitar a contestação durante o processo de contagem, e a Justiça Eleitoral analisa os pedidos. Se aceitos, há recontagem das urnas das mesas questionadas.
Após o “preconteo”, Cepeda afirmou que aguarda a totalização oficial dos votos e o avanço das impugnações. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, também defendeu a espera pelo resultado final.
