Megaoperação no Rio tenta prender 56 narcoterroristas do TCP
Brasília, Quinta, 11 de junho de 2026
Justiça

Megaoperação no Rio tenta prender 56 narcoterroristas do TCP

Megaoperação no Rio tenta prender 56 narcoterroristas do TCP
Foto: Reprodução/Redes sociais

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Por Redação

As polícias Civil e Militar iniciaram nesta manhã (10) a megaoperação Trinus contra o tráfico de drogas no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro (RJ). São seis ações simultâneas para combater diferentes crimes, incluindo roubos, homicídios e exploração sexual infantil.

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Os agentes tentam cumprir 56 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão contra narcoterroristas do Terceiro Comando Puro (TCP). Até o momento, 10 criminosos foram presos. Agentes apreenderam 2 fuzis e encontraram uma estufa de maconha.

O TCP é o 2º maior grupo narcoterrorista do Rio e o terceiro do Brasil, atrás apenas do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (rival declarado).

As equipes policiais foram recebidas a tiros, e os criminosos também atearam fogo a barricadas. Com a ação, escolas e unidades de saúde fecharam preventivamente.

Participam da ofensiva homens do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), as tropas de elite das forças de segurança do RJ.

O Complexo da Maré é dominado por diferentes facções. A maior parte é controlada pelo TCP e engloba, por exemplo, a Vila do João, o Conjunto dos Pinheiros, o Morro do Timbau e a Baixa do Sapateiro, para onde as forças de segurança foram nesta terça-feira. Há ainda áreas sob o jugo do Comando Vermelho (Nova Holanda e Parque União) e da milícia (Piscinão).

A investigação da 21ª DP (Bonsucesso) foi dividida em seis frentes. Uma delas apura o roubo de cargas e a lavagem de dinheiro por meio de eventos e comércios da comunidade. Outra linha de investigação mira uma rede especializada em roubo e receptação de celulares dentro da Maré.

Os policiais também investigam a tentativa de homicídio contra uma adolescente durante um ataque a uma família que entrou por engano na Baixa do Sapateiro, em 2024.

Outra frente apura o compartilhamento de material de abuso sexual infantil e crimes cometidos contra menores. Há ainda uma investigação sobre violência doméstica e posse ilegal de armas, iniciada após uma denúncia de agressão que levou à descoberta de armamentos na residência do suspeito.

Por fim, a polícia apura um assalto ocorrido na Avenida Brasil, em que criminosos utilizaram celulares e cartões das vítimas para realizar compras e movimentações financeiras indevidas.

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