CGU pede a Moraes acesso a inquérito que cita Filipe Martins
Brasília, Quarta, 10 de junho de 2026
Justiça

CGU pede a Moraes acesso a inquérito que cita Filipe Martins

Órgão afirma ter identificado indícios de possíveis infrações administrativas

Controladoria-Geral da União (CGU)
Foto: Kenzo Suzuki ASCOM/CGU

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Por Redação

A Controladoria-Geral da União (CGU) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o compartilhamento de documentos e provas relacionados à investigação que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O objetivo é verificar a existência de elementos que possam justificar a abertura de procedimentos administrativos contra servidores e ex-agentes públicos citados no caso.

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Em ofício encaminhado ao relator do inquérito, a CGU argumenta que informações já tornadas públicas pelo STF indicam a presença de indícios suficientes para uma análise preliminar sobre eventuais infrações administrativas. Segundo o órgão, o acesso integral aos autos é necessário para que a Corregedoria-Geral da União avalie a adoção das medidas cabíveis no âmbito disciplinar.

Entre os nomes mencionados pela Controladoria estão o ex-assessor especial da Presidência Filipe Martins, o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem, o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, o general Mario Fernandes e o coronel Marcelo Câmara. Todos são citados em investigações conduzidas pela Polícia Federal e supervisionadas pelo STF.

A CGU sustenta que o compartilhamento das provas poderá subsidiar a apuração de possíveis responsabilidades funcionais dos envolvidos, independentemente da esfera criminal. A documentação requisitada inclui peças processuais, relatórios e anexos considerados relevantes para instruir eventuais processos administrativos.

O pedido faz parte de uma estratégia mais ampla da Controladoria para acessar elementos reunidos em diferentes investigações que tramitam no Supremo. Além do inquérito sobre a suposta tentativa de golpe, o órgão também busca informações relacionadas a outros casos de repercussão nacional, como as apurações sobre o caso das joias sauditas, a atuação de grupos investigados por práticas antidemocráticas nas chamadas milícias digitais e o vazamento de informações sigilosas de uma investigação da Polícia Federal.

Ao justificar a solicitação, o ministro da CGU, Vinícius Marques de Carvalho, afirma que o compartilhamento de provas é fundamental para permitir a análise disciplinar de agentes públicos eventualmente envolvidos nos fatos investigados.

No caso da apuração sobre a suposta articulação golpista, a Controladoria também cita nomes como Angelo Denicoli, Reginaldo Vieira de Abreu, Fernando de Sousa Oliveira, Marília Ferreira de Alencar, Marcelo Bormevet e Wladimir Soares.

Caso o pedido seja atendido, a CGU poderá utilizar o material para aprofundar a análise administrativa dos fatos e avaliar a eventual abertura de processos disciplinares contra os agentes citados nas investigações.

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