Novas regras do FGC entram em vigor após caso Master
Brasília, Terça, 21 de julho de 2026
Economia

Novas regras do FGC entram em vigor após caso Master

Regras limitam estratégias de bancos que usam o FGC para atrair investidores

FGC Master
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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Por Redação

As novas regras que limitam o uso do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) como instrumento de captação bancária começaram a valer hoje (1º). As mudanças foram aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) no fim de abril, após o escândalo envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

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A instituição de Vorcaro cresceu rapidamente ao oferecer remuneração acima da média do mercado e ao explorar a proteção do FGC como atrativo para investidores.

O FGC é uma entidade privada que garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em caso de quebra de instituições financeiras. Com as novas regras, os bancos passam a ser monitorados por um indicador chamado “ativo de referência”, usado para medir a qualidade e a composição dos ativos da instituição.

Na prática, bancos que captarem recursos com forte dependência do FGC e baixa qualidade de ativos terão de ajustar a estrutura. Entre as exigências, está a obrigação de direcionar parte dos recursos para títulos públicos federais, considerados de menor risco.

O Banco Central (BC) também alterou os critérios de avaliação da capacidade das instituições de absorver prejuízos, ampliando os tipos de capital considerados em situações de estresse financeiro.

Segundo o BC, o objetivo é reforçar a resiliência do sistema financeiro e reduzir riscos estruturais. A autarquia informou ainda que, a partir de novembro de 2026, os bancos vinculados ao FGC passarão a receber dados mais detalhados sobre as aplicações cobertas pelo fundo.

Essas informações, segundo o órgão, vão permitir maior controle sobre a exposição real das instituições e sobre o volume de recursos efetivamente garantidos pelo FGC.

Em nota divulgada na sexta (29), o BC afirmou que as mudanças “melhoram a qualidade das informações disponíveis e reforçam a capacidade das instituições financeiras de lidar com riscos, fortalecendo a solidez e a transparência do Sistema Financeiro Nacional”.

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