A Associação Nacional de Empresários da Colômbia (Andi), principal entidade empresarial do país, criticou as declarações do presidente e ex-guerrilheiro Gustavo Petro sobre os resultados do 1º turno da eleição presidencial, que colocaram o senador Iván Cepeda, apoiado pelo ele, atrás do candidato de direita Abelardo de la Espriella.
A Andi afirmou, em nota divulgada na noite de ontem (31), a “sua preocupação com o constante questionamento do governo nacional e os ataques sistemáticos do presidente da República ao sistema eleitoral colombiano e às instituições responsáveis por garantir a transparência e a legitimidade dos processos democráticos do país”.
Petro contestou neste domingo, sem apresentar provas, os números da pré-apuração divulgada pelo órgão eleitoral, levantou dúvidas sobre o sistema de informática usado na contagem e disse que só reconhecerá o resultado final após o escrutínio conduzido por juízes da República.
No primeiro turno, Espriella liderou com 43,74% dos votos, contra 40,90% de Cepeda. A disputa entre os dois será decidida no 2º turno, marcado para 21 de junho.
A Andi defendeu ainda o acompanhamento internacional do processo eleitoral. A entidade afirmou no comunicado que considera “necessário solicitar o acompanhamento de organizações internacionais especializadas não apenas em observação, mas também em garantia e defesa dos processos democráticos, a fim de ajudar a assegurar que os colombianos possam exercer seu direito de voto em um ambiente de tranquilidade, transparência e plena confiança institucional”.
“Já há algum tempo chegou a hora de solicitar o acompanhamento de organizações internacionais que nos apoiem nessa defesa, especialmente considerando as limitações que possam existir para garantir sua eficácia em nível local”, afirmou Bruce Mac Master, presidente da Andi.
Em Bogotá, Cepeda afirmou a apoiadores que não reconhecerá os resultados enquanto persistirem dúvidas sobre o censo eleitoral e questionamentos em seções de votação.
