A dívida pública federal (DPF) atingiu R$ 8,7 trilhões em abril, alta de 1,91% em relação a março, de acordo com Relatório Mensal da Dívida Pública Federal (RMD) divulgado pelo Tesouro Nacional na quarta-feira (27). O avanço foi puxado por emissão líquida de R$ 83,95 bilhões e pela apropriação positiva de juros de R$ 80,86 bilhões.
Com o resultado, o estoque da dívida ficou dentro dos limites do Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026, que projeta intervalo entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões. Em 2025, o estoque foi de R$ 8,6 trilhões.
O prazo médio da dívida subiu de 4,10 anos em março para 4,12 anos em abril, ainda dentro do intervalo previsto no PAF 2026, de 3,8 a 4,2 anos.
A dívida pública federal é usada pelo Tesouro para financiar o déficit orçamentário da União, quando as despesas superam a arrecadação. A emissão líquida representa a diferença entre títulos emitidos e resgatados. Já a apropriação positiva de juros ocorre quando o retorno dos títulos supera os juros pagos pelo governo.
Quase metade da dívida está vinculada à Selic, atualmente em 14,50% ao ano. Em janeiro, a composição era: Taxa Flutuante (Selic) 48,59%, Índices de Preços (IPCA) 26,76%, Prefixados 20,85% e Câmbio 3,80%.
Os maiores detentores da dívida são instituições financeiras, com 31,46%, seguidas pela Previdência Social, com 22,32%. Fundos de investimento concentram 22,17% do total. Não residentes detêm 10,38%, seguradoras 3,35%, governo 2,84% e outros 7,47%.
Ainda de acordo com o Tesouro, a reserva de liquidez da dívida, o chamado “colchão”, subiu 20,69% em abril, para R$ 1 trilhão, suficiente para cobrir 8,91 meses de vencimentos.