Senado convoca presidente do BRB por rombo do Master
Brasília, Quinta, 16 de julho de 2026
Política

Senado convoca presidente do BRB por rombo do Master

CAE transforma convite em convocação após resistência de Nelson de Souza em depor sobre operações com Banco Master

Segundo o BRB, na Ilha de Jersey os fundos estavam sem recursos desde 2023

Compartilhe em

Foto do autor

Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado decidiu hoje (26) convocar o presidente do Banco de Brasília, Nelson Antônio de Souza, para prestar esclarecimentos sobre as operações entre o BRB e o Banco Master.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

O depoimento está marcado para a próxima terça-feira (2) no grupo de trabalho que acompanha o caso envolvendo o banco controlado por Daniel Vorcaro.

O requerimento havia sido apresentado inicialmente como convite pela senadora Damares Alves, mas acabou convertido em convocação após acordo no colegiado.

Segundo a parlamentar, o objetivo é “compreender, em profundidade, a natureza, a estruturação e a execução das operações entre o BRB e o Banco Master”.

A mudança ocorreu após o presidente da comissão, Renan Calheiros, afirmar que Nelson de Souza condicionava sua ida ao Senado à publicação do balanço do banco.

“O atual presidente do banco, em contato com esta comissão, falou que só viria depois da publicação do balanço. Ora, desde janeiro é que o BRB não publica balanço. Então, nessa lógica ele não vem nunca aqui depor na Comissão. Então eu vou transformar o requerimento de convite em convocação”, declarou Renan.

O BRB tenta reorganizar o caixa após os impactos financeiros provocados pelas operações ligadas ao Banco Master. O ex-presidente da instituição, Paulo Henrique Costa, foi preso sob suspeita de receber propina em imóveis para facilitar a compra de ativos considerados fraudulentos.

Em abril, os acionistas aprovaram aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões por meio de subscrição privada. Para manter o controle acionário do banco, o Governo do Distrito Federal precisará aportar cerca de R$ 5,3 bilhões.

Paralelamente, a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou medidas que autorizam o uso de imóveis públicos em fundos imobiliários para reforçar o caixa do BRB.

A iniciativa passou a ser questionada judicialmente. No Supremo Tribunal Federal, o ministro Edson Fachin autorizou o uso dos imóveis, mas o ministro Flávio Dino pediu destaque, o que levou o processo para julgamento presencial no plenário da Corte.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade