Alive: Por que o Valdemar vai na Globo ainda?
Brasília, Segunda, 13 de julho de 2026
Política

Alive: Por que o Valdemar vai na Globo ainda?

Programa de Cláudio Dantas critica entrevista de Valdemar à GloboNews após crise envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Durante o programa Alive, apresentado hoje (26) por Cláudio Dantas no YouTube, comentaristas criticaram a postura do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, após a entrevista concedida à GloboNews sobre a relação entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro.

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Na abertura do debate, Cláudio Dantas afirmou que dirigentes partidários deveriam evitar entrevistas em períodos eleitorais, especialmente em ambientes considerados hostis politicamente.

“Não tem que dar entrevista, ponto. Presidente de partido, durante uma eleição, não tem que dar entrevista mais ainda”, declarou.

O apresentador comparou a situação a um cenário hipotético envolvendo o PT e afirmou que entrevistas em veículos com linha editorial crítica acabam produzindo desgaste interno para o próprio grupo político.

“Você vai sentar ali com a Malu Gaspar, com o André Sadi, elas vão arrancar tudo de você, aquilo que você tem, aquilo que você não tem”, disse.

Dantas também criticou a estratégia de comunicação do PL após a repercussão das falas de Valdemar sobre Flávio Bolsonaro e Vorcaro. Segundo ele, campanhas eleitorais precisam ter coordenação centralizada, porta-voz definido e resposta rápida à imprensa.

“Campanha eleitoral hoje você precisa de três coisas: um núcleo de mídia digital, um núcleo de imprensa e um núcleo de estratégia”, afirmou.

O jornalista citou ainda que a esquerda costuma concentrar sua comunicação em ambientes considerados favoráveis politicamente.

“Eu não vejo ninguém na esquerda dizendo Lula em nenhum momento. A esquerda vai nos lugares onde ela é acolhida”, declarou.

O jurista André Marsiglia também criticou a exposição pública de dirigentes partidários em meio à crise envolvendo o senador do PL.

“Por que esses personagens falam tanto? E falam em nome dos outros?”, questionou.

Marsiglia afirmou que há excesso de vozes falando em nome de candidaturas e disse enxergar ruídos na comunicação da direita.

“A comunicação da direita me parece, ou existe muita vaidade e todo mundo quer falar, ou existe um ruído tão grande que ninguém sabe direito o que falar”, declarou.

A cientista política Júlia Lucy afirmou que a entrevista de Valdemar agravou o desgaste político envolvendo Flávio Bolsonaro.

“Ele errou. Ele piorou e muito a situação”, disse.

Ela afirmou que as declarações do presidente do PL abriram espaço para dúvidas dentro do próprio campo político bolsonarista.

“O erro é tão grotesco que pode parecer isso sim”, declarou, ao comentar questionamentos sobre eventual intenção de desgastar Flávio Bolsonaro.

A advogada Carol Sponza afirmou que faltou gerenciamento de crise dentro do partido após a repercussão da entrevista.

“Não tem gerenciamento de crise no PL pelo visto também”, afirmou.

Segundo ela, Valdemar contradisse declarações anteriores dadas por Flávio Bolsonaro sobre o encontro com Vorcaro após a prisão do banqueiro.

“O Flávio deu uma declaração de que tinha ido lá para encerrar qualquer tipo de relação. Aí vem o Valdemar e atropela falando que ele foi pedir o resto do dinheiro”, disse.

O jornalista Eli Vieira relacionou a crise interna do PL ao fracasso da criação do partido Aliança pelo Brasil, projeto articulado anteriormente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Foi necessário fazer o PSL antes e depois o PL. Às vezes parece que o Valdemar está com uma coceirinha de purgar um pouco esse bolsonarismo de dentro do partido”, afirmou.

A discussão no programa ocorreu um dia após Valdemar Costa Neto afirmar, em entrevista à GloboNews, que Flávio Bolsonaro visitou Daniel Vorcaro após sua prisão para tentar receber valores restantes ligados ao financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.

“Foi visitar depois pra ver se conseguia o restante do dinheiro”, disse Valdemar na entrevista.

O presidente do PL também classificou como “natural” a relação entre Flávio Bolsonaro e o dono do Banco Master, mesmo após a divulgação de áudios e mensagens envolvendo negociações milionárias para a produção do filme.

“O que o Flávio fez é natural. É a coisa mais normal do mundo”, afirmou.

Assista ao programa na íntegra

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