O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (26) que o administrador da Agência de Proteção Ambiental (EPA), Lee Zeldin, pretende reduzir em 65% o quadro de funcionários do órgão. A declaração foi feita na primeira reunião de seu gabinete, que contou com a presença do empresário Elon Musk, responsável pelo Departamento de Eficiência Governamental (Doge), criado para cortar gastos federais.
“Conversei com Lee Zeldin. Ele acredita que vai cortar cerca de 65% das pessoas da área ambiental, e vamos acelerar esse processo ao mesmo tempo”, disse Trump.
A EPA não confirmou os números mencionados pelo presidente, mas informou à Reuters que está focada na redução de subsídios, reavaliação de imóveis e melhorias na gestão de pessoal. “O presidente Trump e o administrador da EPA, Zeldin, estão alinhados na criação de um governo federal mais eficiente e eficaz”, afirmou um porta-voz da agência.
Os cortes pegaram os funcionários da EPA de surpresa. O sindicato da agência afirmou que não foi informado previamente e cobrou esclarecimentos.
“O Sr. Zeldin declarou, durante sua audiência de confirmação, que se comprometeria a ‘defender com entusiasmo a missão da EPA’ e apoiar os funcionários de carreira. Então, qual é a verdade? Defender a missão da EPA ou impor cortes que tornariam essa missão impossível?”, questionou Joyce Howell, vice-presidente do AFGE Council 238, que representa os servidores do órgão.
Segundo a Reuters, a EPA já demitiu quase 400 funcionários em período probatório e afastou 200 trabalhadores ligados a questões de justiça ambiental.
A reunião de gabinete desta quarta-feira foi a primeira do segundo mandato de Trump e teve como foco o corte de desperdícios, fraudes e abusos nas agências governamentais. O encontro equivale a uma reunião ministerial no Brasil, reunindo os chefes das pastas federais.
O Doge, comandado por Elon Musk, foi criado para assessorar Trump na revisão dos gastos públicos, incluindo a alocação de recursos para cada secretaria.