Decisão do governo Lula impede pesca mesmo com cardumes de tainha à vista em SC
Brasília, Terça, 09 de junho de 2026
Política

Decisão do governo Lula impede pesca mesmo com cardumes de tainha à vista em SC

Encerramento da safra após atingimento da cota federal revolta pescadores catarinenses

Foto: Reprodução/ Jornal Razão

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Por Redação

Imagens registradas na praia de Quatro Ilhas, em Bombinhas, no litoral de Santa Catarina, têm chamado atenção nos últimos dias ao mostrar grandes cardumes de tainha passando próximos à faixa de areia. A cena, que tradicionalmente representa oportunidade de trabalho e renda para centenas de famílias, ocorre justamente após o encerramento antecipado da pesca da espécie na modalidade de arrasto de praia determinado pelo governo federal.

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A suspensão foi adotada depois que a captura atingiu 90% da cota coletiva estabelecida para a safra de 2026, conforme as regras definidas pelo Ministério da Pesca e Aquicultura e pelo Ministério do Meio Ambiente. A portaria prevê o fechamento da atividade quando esse percentual é alcançado, com o objetivo de evitar o esgotamento do limite autorizado para a modalidade.

A decisão provocou forte reação entre pescadores artesanais catarinenses, que afirmam estar sendo impedidos de trabalhar justamente em um momento de grande abundância do pescado. Como a cota é coletiva e considera toda a produção estadual, ranchos que ainda não haviam realizado capturas expressivas também ficaram impedidos de atuar.

Em Bombinhas, lideranças da pesca relatam que o sentimento predominante é de frustração. Nas praias da região, pescadores observam os cardumes passarem a poucos metros da costa sem poder lançar as redes. Para muitas famílias, a safra da tainha representa uma das principais fontes de renda do ano.

A polêmica ganhou dimensão política. O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, autorizou a Procuradoria-Geral do Estado a adotar medidas judiciais para tentar derrubar a restrição ou ampliar os limites atualmente estabelecidos para a pesca catarinense. A administração estadual argumenta que as regras penalizam especialmente os pescadores do estado.

Além da ofensiva jurídica, representantes de comunidades pesqueiras de Bombinhas e de outras cidades do litoral articulam um documento direcionado ao presidente Lula (PT). O objetivo é solicitar a revisão das normas e defender a continuidade da atividade durante o restante da temporada.

Segundo a regulamentação da safra de 2026, a modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina possui limite de captura de 1.332 toneladas e deve ser encerrada quando atingir 90% da cota autorizada.

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