CCJ do Senado pode votar amanhã PEC que amplia autonomia do BC
Brasília, Terça, 09 de junho de 2026
Política

CCJ do Senado pode votar amanhã PEC que amplia autonomia do BC

Proposta cria novo regime jurídico e amplia autonomia orçamentária da autarquia

Edifício do Banco Central. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

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Por Redação

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado pode votar amanhã (09), a partir das 9h, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que cria um regime jurídico próprio e concede total autonomia orçamentária e financeira ao Banco Central (BC).

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De autoria do senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO), a proposta transforma o BC em entidade pública de natureza especial, nova categoria jurídica criada pelo texto. A mudança atribui ao BC caráter de integrante do setor público financeiro e poder de polícia, incluindo funções de regulação, supervisão e resolução.

Atualmente, o banco é uma autarquia de natureza especial, sem vinculação ou subordinação hierárquica a ministérios ou a órgãos do governo federal.

Segundo Vanderlan, a autonomia orçamentária é necessária para garantir que o BC cumpra plenamente sua função de autoridade monetária, com a missão de “zelar pela estabilidade do sistema financeiro e fomentar o pleno emprego”.

O relator da matéria, senador Plínio Valério (PSDB-AM), afirma que a autonomia permitirá ao BC elaborar, aprovar e executar o próprio orçamento de forma separada e independente, sem depender de repasses do Tesouro.

A proposta retira o BC do Orçamento da União. Vanderlan e Plínio argumentam que, mesmo com autonomia operacional, a instituição ainda depende do orçamento federal e pode sofrer restrições administrativas e financeiras impostas pelo governo.

Se aprovada na comissão, a PEC 65/2023 ainda precisará passar por dois turnos de votação no Plenário do Senado antes de seguir para análise da Câmara.

O Banco Central atualmente já possui autonomia técnica e operacional garantida pela Lei Complementar 179, de 2021. A norma estabelece, por exemplo, mandato fixo para a presidência da instituição e impede a demissão livre pelo presidente da República.

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